Programação Completa
Apresentação
Colóquios são encontros amigáveis, calorosos, onde se trocam idéias, e assim desejamos que sejam os Colóquios de Música Antiga da UFRGS. Nossos colóquios ocorrerão uma vez por mês, sempre aos sábados, no Instituto de Artes da UFRGS. Cada um destes encontros terá um tema específico, abordando um aspecto particular da música barroca, e será constituído por uma palestra e um concerto. O tema abordado na palestra será ilustrado musicalmente no concerto, ao final do dia. Deste modo, queremos promover a integração entre conhecimento teórico, informação histórica e vivência musical, convidando o público a se aproximar mais da música barroca. Todos os concertos terão entrada franca.
Ao longo do ano, teremos a oportunidade de conhecer melhor este período da história da música ocidental, através de um repertório fascinante, com combinações sonoras extraordinárias.
Sejam todos bem vindos!
Profa. Dra. Lucia Becker Carpena
Coordenadora dos Colóquios
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Convite para o Concerto do Conjunto de Música Antiga - Colóquio #5
No repertório, obras de J. B. Lully, A. Campra e J. Rebel, que serão dançadas ao vivo pelo bailarino Ricardo Barros, com o emprego de figurinos teatrais que remontam aos croquis de Gissey e Berain, no século XVIII.
Trata-se de um espetáculo jamais visto em Porto Alegre! Pela primeira vez, dança barroca, executada com música ao vivo e em trajes feitos a partir de originais do século XVIII.
Data e horário: 01 de outubro de 2011, sábado, 18h30min.
Local: Auditorium Tasso Corrêa do IA/UFRGS (Rua Senhor dos Passos, 248, térreo)
ENTRADA FRANCA
Palestrantes do Colóquio #5 - Les Arts Réunis: a dança barroca como símbolo do Absolutismo
Em setembro/2011 dirigiu o Conjunto de Música Antiga da ECA/USP e bailarinos da Mercurius Company em montagem histórica de seu divertissement 'Les Arts Réunis', baseado na obra de Lully, com concertos em São Paulo e Jundiaí.
Ricardo Athaide Mitidieri (IFRS-Projeto Prelúdio) é graduado em violão pelo Instituto de Artes da UFRGS(1989). Em 2003 concluiu doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP com a tese "Composição e contexto: a música e o discurso de Pierre Boulez". É professor de teoria da música, história da música e violão no Curso Técnico em Música e no Projeto Prelúdio do Instituto Federal-RS.
Convite para o Colóquio #5 - Les Arts Réunis: a dança barroca como símbolo do Absolutismo
1) "O discurso retórico representado no gestual da dança barroca", com Prof. Dr. Ricardo Barros (Royal Academy of Music/Londres)
A Entrée de Apollon (Entrada de Apolo) foi escrita por Jean-Baptiste Lully para ser dançada pelo próprio Luís XIV, que encarnava o Deus-Sol em sua plenitude. Em sua palestra, o Prof. Ricardo Barros apresentará a coreografia orginal feita para a peça, no século XVII, e dançará a obra ao vivo, explicitando como o gestual da dança barroca pontua e sublinha o discurso retórico proposto pelo compositor.
2) "À escuta do corpo: integração da dança ao conceito europeu de música", com Prof. Dr. Ricardo Mitidieri (IFRS - Projeto Prelúdio)
A integração da dança à cultura europeia letrada dependeu de diversos processos. O julgamento moral e religioso da dança foi o primeiro e mais duradouro desses processos: a situação da dança nas escrituras (ARCANGELI, Alessandro. David ou Salomé? O debate europeu sobre a dança no início da era moderna) ou a inclusão, eventualmente conflituosa, de danças populares no repertório da lírica trovadoresca são apenas dois exemplos. Um outro processo, menos evidente, teve a ver com a possibilidade de teorização da dança: o conceito europeu de música (EGGEBRECHT, H. O que é música?) é caracterizado pela indissociável concomitância de teoria e prática. A dança passou a fazer parte do conceito europeu de música quando atendeu à possibilidade de ser teorizada. Isso ocorreu nos primeiros tratados de dança conhecidos, a partir do início do séc. XV, na Itália (Domenico da Piacenza). O enquadramento teórico, julgamentos morais favoráveis ou neutros e a adoção da dança pelo cerimonial profano das cortes monárquicas são fatores que permitiram de maneira definitiva (ao menos até o século XX) a possibilidade de uma música que evoca ou concretiza o corpo: como forma instrumental autônoma no século XVI (“dança” para se escutar), ou no Ballet da Corte francesa do séc. XVII (música e dança integrados no espetáculo).
Data e horário: 01 de outubro de 2011, sábado, das 9 às 12h e das 14h30min às 17h30min.
Local: Instituto de Artes da UFRGS (Rua Senhor dos Passos, 248 - Centro - Porto Alegre/RS)
Taxas: R$ 35,00 (comunidade em geral) e R$ 25,00 (alunos da UFRGS)
Pacote de 2 Colóquios com desconto de 10%: R$ 63,00 (comunidade em geral) e R$ 45,00 (alunos da UFRGS)
Inscrições podem ser feitas:
a) preferencialmente por e-mail, através do endereço extmusica@ufrgs.br, colocando no assunto da mensagem "Inscrição Colóquios";
b) no Programa de Extensão do DMUS – UFRGS, Rua Sr. dos Passos, 248/sala 62 - Centro - Porto Alegre/RS, tel (51)3308.4325;
c) no dia do Colóquio, a partir das 8h30min, no local
domingo, 25 de setembro de 2011
Convite para o workshop "Introdução à Dança Barroca",
Público-alvo/pré-requisitos: bailarinos/dançarinos com, no mínimo, três anos de experiência.
Data: 27/09/2011, terça-feira
Horário: das 9h às 12h
Local: Auditório Tasso Corrêa, no Instituto de Artes da UFRGS.
Rua Senhor dos Passos, 248 - Centro - Porto Alegre/RS.
Valor da inscrição: R$30,00 (trinta reais) para alunos da UFRGS e R$ 45,00 (quarenta e cinco reais) para a comunidade em geral.
Inscrições: a partir do dia 15/09/2011
a) preferencialmente por e-mail, através do endereço extmusica@ufrgs.br;
b) no Programa de Extensão do DMUS – UFRGS, Rua Sr. dos Passos, 248/sala 62 - Centro - Porto Alegre/RS, tel (51)3308.4325;
Colóquio #4 - Monteverdi & Strozzi: da prima a seconda prattica (Concerto)
A instrumentação do concerto foi muito rica, contando com flautas doces sopranos, contraltos, tenores e baixos, violinos, violas, viola da gamba, violoncelo, contrabaixo, cravo, órgão, teorba, alaúdes e quatro cantores (soprano, tenores e barítono). O Departamento de Música da UFRGS sente-se orgulhoso por ter a oportunidade de apresentar um grupo de câmara voltado à prática da música antiga. O Conjunto de Música Antiga da UFRGS é formado por alunos, professores e ex-alunos do DEMUS, que tem em comum a paixão pelo repertório de música antiga.
Para que o público pudesse degustar ao máximo o concerto foram acrescentadas ao programa as traduções dos textos que foram cantados, revelando a profunda relação entre texto e música cultivada pelos compositores e poetas da Itália no século XVI.
A apresentação contou com combinações instrumentais diferentes, que forneceram à platéia quase lotada grande riqueza de timbres e sonoridades.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Colóquio #4 - Monteverdi & Strozzi: da prima a seconda prattica (Ensaio)
Antes da chegada da Profª Silvana, os ensaios do Conjunto de Música Antiga da UFRGS foram coordenados pela Profª Drª Lucia Carpena (UFRGS), que trabalhou com ensaios separados por naipes e ensaios coletivos para que o concerto fosse um sucesso. Integram a direção musical dos concertos os músicos Diego Schuck Biasibetti e Fernando Cordella.
Colóquio #4 - Monteverdi & Strozzi: da prima a seconda prattica
Num segundo momento, o Prof. Dr. Fernando Mattos (UFRGS) trouxe em pauta a passagem da prima prattica (representada pelos motetos), para a seconda prattica (representada pelos madrigais). O palestrante focou no conflito entre Giovanni Maria Artusi (1540-1613) e Claudio Monteverdi (1567-1643), onde Artusi criticou Monteverdi, considerando absurdo o seu uso de de dissonâncias sem preparação ou resolução - numa prática que configurava o chamado stile moderno. O irmão de Claudio rebateu as críticas de Artusi, dizendo que na prima prattica a Harmonia é mestre da palavra; já na seconda prattica, a Harmonia é um suporte, aliada da palavra, e não sua mestra.
Na parte da tarde, o Prof. Dr. Ricardo Mitidieri (IFRS - Projeto Prelúdio) relacionou a prima e a seconda prattica com o canto dos anjos e o canto dos homens, respectivamente. Foram feitas audições de peças de Johannes Ockeghem, Josquin Deprez, Thomas Tallis e Alessandro Striggio, com comentários do palestrante.
