Programação Completa

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

30/04/11 - A ópera barroca e os estilos nacionais. Prof. Dr. Paulo Magayar Kühl (UNICAMP).
28/05/11 - A prática musical européia após a Reforma de Lutero. Profª Ms. Kátia Kato Justi (UNICAMP).
18/06/11 - A Arte da Fuga: monumento da música ocidental. Prof. Dr. Marcelo Fagerlande (UFRJ) e Profª Ms. Ana Cecília Tavares (Escola de Música de Brasília).
27/08/11 - Monteverdi & Strozzi: da prima à seconda prattica. Profª Drª Silvana Scarinci (UFPR).
01/10/11 - Les Arts Réunis: a dança barroca como símbolo do Absolutismo. Prof. Dr. Riccardo Barros (Royal Academy of Music/ Londres).
29/10/11 - Do Barroco ao Classicismo: a experiência de Dresden. Profª Drª Mônica Lucas (ECA-USP).

Apresentação

Colóquios são encontros amigáveis, calorosos, onde se trocam idéias, e assim desejamos que sejam os Colóquios de Música Antiga da UFRGS. Nossos colóquios ocorrerão uma vez por mês, sempre aos sábados, no Instituto de Artes da UFRGS. Cada um destes encontros terá um tema específico, abordando um aspecto particular da música barroca, e será constituído por uma palestra e um concerto. O tema abordado na palestra será ilustrado musicalmente no concerto, ao final do dia. Deste modo, queremos promover a integração entre conhecimento teórico, informação histórica e vivência musical, convidando o público a se aproximar mais da música barroca. Todos os concertos terão entrada franca.

Ao longo do ano, teremos a oportunidade de conhecer melhor este período da história da música ocidental, através de um repertório fascinante, com combinações sonoras extraordinárias.

Sejam todos bem vindos!

Profa. Dra. Lucia Becker Carpena

Coordenadora dos Colóquios

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Colóquio #3 - A Arte da Fuga (Palestra)

O Colóquio #3 teve por tema "A Arte da Fuga" e teve como palestrantes convidados os professores Ricardo Mitidieri (IFRS), e Fernando Lewis de Mattos (UFRGS). O Prof. Fernando Mattos deu início à palestra da manhã falando sobre as origens dos processos da escrita imitativa na música européia. Mostrou o exemplo mais antigo que se conhece, "Summer is icumen in", e conduziu os ouvintes através de processos como cânon e ricercar, fornecendo muitos exemplos auditivos de gêneros musicais que estão na origem da fuga, com reflexões sobre o contraponto imitativo e sua importância nas transformações da música europeia dos séculos XIV a XVII. Houve também um momento de música ao vivo, quando o Prof. Fernando Mattos e a Profa. Flávia Domingues Alves, docente de violão na UFRGS, apresentaram obras para duo de alaúdes, de compositores como Francisco da Milano, nas quais estavam presentes processos imitativos.

No turno da tarde, o Prof. Ricardo Mitidieri (IFRS) deu nova faceta à temática da escrita imitativa, falando sobre "Perplexidade e ordem: a tocata como contraste com a fuga". Segundo o Prof. Ricardo, "as fugas de J. S. Bach, em especial aquelas de "A Arte da Fuga" são a culminância da idéia de que a música é representação de uma ordem cósmica/divina imutável, a perfeita conjugação de diversidade e unidade. A tocata surge em um certo momento histórico como a forma instrumental que integra elementos da música dramática com suas representações das imperfeitas e desordenadas paixões humanas. Compreender o sentido da tocata leva a um entendimento maior do próprio sentido da fuga e relaciona as formas musicais com as idéias e concepções que lhes deram origem." Ilustrada com muitos exemplos musicais, a palestra do Prof. Ricardo mostrou ao público a complementariedade entre a ordem e a desordem, proporcionado um interessante debate com o público.



Créditos das fotos: Felipe Conde

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